— O que é isso que dói? — perguntou-me.
— À ti pode ser o calo que o sapato apertado fez-te. À mim é esse amor não correspondido, essa história de felicidade que não bate em minha porta.
— Me dói isso também, moça.
— Teus olhos ainda brilham, ainda há chances de tu se encontrar com a vida, a verdadeira vida, rapaz. Os meus olhos são foscos, pois esse amor já roubou-me tudo. Até o viver.
Já fiquei quieta, mesmo querendo gritar para todos a minha dor. Já engoli choros apenas para me mostrar forte diante à todos. Já deixei de sorrir para fazer os outros sorrirem. Já fiz tanto pelos outros, mas recebi tão pouco deles. (umcaféeumamorporfavor)